quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Capitulo IV

Capitulo IV
Um modo fácil de ser um bom conservador.

Quem não deseja um ouvinte interessado para que você possa falar sobre os lugares que estivera? Quem não gosta de dar expressão ao seu “ego”? Então faça o seguinte: “ouça atentamente”. Mas ouça verdadeiramente interessado. Ele sentirá isso. Esta espécie de atenção é uma das mais altas deferências que podemos prestar a outrem. “Poucos seres humanos estão à prova da vaidade de uma atenção interessada”.
Diga as pessoas, que está imensamente entretido, que a conversa o instrui, que deseja possuir os conhecimentos delas e desejar vê-las novamente, mas lembre-se: tem que realmente querer e desejar isso. Se conseguir isso, as pessoas te julgarão como “boa prosa” quando, na realidade, você não passou de bom ouvinte que o incentivou a falar.
E qual o segredo ou mistério para uma entrevista comercial ser coroada com êxito? Bem de acordo com o genial Charles W. Eliot, “não há mistério acerca dos seus sucessos nos assuntos comerciais. Atenção exclusiva para a pessoa que estiver falando é muito importante. Nada mais tão lisonjeador como isso”. O próprio Eliot era um mestre na arte de ouvir. Enquanto ouvia, seu silencio não era mero silencio, era uma forma de atividade; encarava o interlocutor ouvindo tanto com os olhos quanto com os ouvidos; ouvia com a mente e considerava atentamente o que você tinha a dizer enquanto o dizia. Ao final de uma conversa, a pessoa que havia falado com ele sentia-se como se ele lhe tivesse dado algumas respostas. Ouvir é um fator importante tanto em casa como no trabalho.
Um agressor crônico até mesmo o mais violento critico, mostrar-se-á mais tolerante e mais manso diante de um paciente e simpático ouvinte, um ouvinte que se mantenha em silencio enquanto o irascível pesquisador de defeitos se dilata como uma jibóia e vomita o veneno de seu sistema. Ouvir atentamente, satisfaz a vontade do outro de ser importante, faz as pessoas se sentirem consideradas, faz as pessoas serem compreendidas. Portanto incentive as pessoas a falarem de si mesmas.
Isaac F. Marcosson, um jornalista que entrevistou centenas de celebridades, declarou que muitas pessoas deixam de causar boa impressão porque não ouvem atentamente. “Acham-se tão interessadas no que vão dizer em seguida que não abrem os ouvidos. Grandes homens disseram-me que preferem bons ouvintes a bons faladores, mas a habilidade de ouvir parece mais rara do que qualquer outra boa maneira”. E não somente os grandes homens estimam um bom ouvinte, mas, de ordinário, o povo faz o mesmo.
As pessoas não querem um conselho, querem apenas um ouvinte amigo e simpatizante com quem possa descarregar-se. Eis o que nos queremos quando estamos preocupados. É isto que frequentemente, todos os fregueses irritados querem, bem como o empregado mal satisfeito ou amigo magoado.
Se quiser saber como fazer as pessoas correrem de você e o ridicularizarem pelas costas ou mesmo desprezá-lo, eis aqui a receita: nunca se mostre disposto a ouvir alguém por muito tempo. Fale incessantemente sobre você mesmo. Se tiver uma idéia enquanto a outra pessoa estiver falando não espere que ela termine. Ela não é tão interessada como você. Por que gastar o seu tempo ouvindo sua frívola tagarelice? Adiante-se logo, interrompendo-a no meio de uma sentença.
Assim se quiser ser um bom conversador, seja um ouvinte atento. Para ser interessante, seja interessado. Faça perguntas a que outro homem sinta prazer em responder. Concite-o a falar sobre si mesmo e sobre seus assuntos prediletos.
Lembre-se de que o homem com o qual estiver falando está uma centena de vezes mais interessado em si mesmo, nos seus problemas e vontades, do que em você e seus problemas. Sua dor de dente significa mais para ele que a fome na África que mata um milhão de pessoas. Um furúnculo no seu pescoço interessa-lhe mais que quarenta tremores de terra na China.
Pense em tudo isto na próxima vez que iniciar uma conversação.

Principio IV
Seja um bom ouvinte, incentive os outros a falar sobre eles mesmos.

0 comentários: